Sexta-feira, 10 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Desenvolvimento de lideranças

Estudo aponta que empresas não sustentam mudanças na gestão de líderes

Levantamento da Corall revela descompasso entre a evolução das lideranças conscientes e o excesso de controle nas organizações

Transição na gestão de lideranças
Report Corall 2026 indica que 95% dos executivos vivem transição na gestão de lideranças, mas enfrentam barreiras corporativas

O estudo inédito Report Corall 2026: Liderança 2030 revela um descompasso crescente no mercado corporativo nacional. A pesquisa indica que 95% dos executivos brasileiros reconhecem uma profunda transição na gestão de lideranças atualmente.

No entanto, esses profissionais relatam sérias dificuldades práticas para sustentar decisões complexas no ambiente de trabalho. As organizações ainda mantêm culturas institucionais marcadas pela pressa, controle excessivo e severas limitações estruturais internas.

Como o sistema corporativo reage à evolução individual dos gestores?

O ecossistema atual exige a capacidade de sustentar escolhas em ambientes de alta complexidade e incerteza constante. O sistema tradicional ainda valoriza a entrega imediata, limitando a evolução de novos modelos de gestão.

Alessandro Gruber, sócio e consultor da Corall, analisa esse cenário de cobrança por imediatismo nas empresas. “Esse paradoxo mostra que a mudança já começou — mas ainda não é sustentada de forma consistente pelas organizações”.

Quais são os impactos da persistência dos modelos tradicionais de controle?

Cerca de 45% dos executivos admitem que mantêm velhas práticas de controle sobre os seus subordinados. Esses métodos rígidos limitam a colaboração direta e barram o aprendizado coletivo essencial dentro das organizações modernas.

O posicionamento sobre o comportamento dos gestores é defendido por Ney Silva, sócio e consultor da Corall. “Mais do que responder rápido, liderar hoje exige presença, escuta e a capacidade de perceber o que ainda não está explícito”.

Qual é o papel da inteligência artificial nas decisões estratégicas da liderança?

O avanço da inteligência artificial e a análise de dados intensificam o fluxo informativo nas companhias. Apesar da forte automação tecnológica dos processos, a tomada de decisão final permanece essencialmente humana.

A liderança humana ganha ainda mais exposição nesse cenário tecnológico de automação de processos. “A tecnologia amplia a capacidade de análise, mas não substitui o discernimento”, conclui Marcio Svartman, sócio e consultor da Corall.

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