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Só 19,3% dos profissionais brasileiros se sentem preparados para a IA

Pesquisa da Serasa Experian revela que a maioria dos trabalhadores ainda está em fase de adaptação tecnológica

Atualizado em 25/05/2026 às 15:05, por Vanderlei Abreu.

Preparo para IA no trabalho

Apenas 2 em cada 10 profissionais se sentem prontos para a IA no trabalho. Veja os dados do estudo da Serasa Experian para 2026 (imagem gerada por IA)

Apenas 19,3% dos profissionais brasileiros afirmam se sentir preparados para usar Inteligência Artificial no trabalho. O dado faz parte do mapeamento inédito Panorama do Trabalho no Brasil realizado pela Serasa Experian.

Este estudo ajuda a explicar o cenário de transição tecnológica vivido pelas empresas nacionais atualmente. A maioria dos trabalhadores percebe que ainda está em uma fase inicial de adaptação digital. O levantamento foi realizado entre os meses de novembro e dezembro do ano de 2025. Foram ouvidos 1.521 profissionais ativos de diferentes gerações e regiões de todo o território brasileiro.

Qual é o nível de preparo das diferentes gerações?

A Geração Z lidera o ranking de confiança com 22,8% dos jovens se sentindo capacitados. Por outro lado, 60,5% dos profissionais dizem estar apenas parcialmente preparados para lidar com a tecnologia.

Essa percepção evidencia um momento de transição no uso de ferramentas inteligentes no ambiente corporativo. Fernanda Guglielmi acredita que a afinidade dos jovens com sistemas digitais facilita essa rápida aprendizagem. “A Geração Z vê a tecnologia como uma extensão da própria criatividade”, afirma Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos na Serasa Experian.

Como os profissionais avaliam os avanços tecnológicos?

O mapeamento mostra que 57,8% dos entrevistados possuem uma percepção neutra sobre a IA. Apenas 32,7% dos colaboradores brasileiros avaliam o uso da tecnologia de forma positiva em suas rotinas.

Já uma minoria de 9,5% dos profissionais enxerga os avanços de forma negativa para o mercado. Os profissionais da Geração X são os que apresentam a avaliação mais otimista entre os grupos. Cerca de 35,2% desse grupo específico vê ganhos reais na implementação de sistemas inteligentes no trabalho.

Fernanda explica que o mercado ainda está em fase de observação aguardando por diretrizes mais claras.

Quais são os principais benefícios práticos da IA?

Entre os entusiastas, 58,2% associam a tecnologia ao aumento direto da produtividade e da eficiência. O mesmo percentual destaca que as ferramentas auxiliam na redução significativa de tarefas repetitivas e manuais.

Cerca de 36,1% afirmam que a automação pode liberar mais tempo para atividades criativas e estratégicas. Outros 26,3% enxergam a tecnologia como uma oportunidade para ampliar as possibilidades de carreira e aprendizado.

Na opinião de Fernanda, a integração bem-feita dessas ferramentas faz toda a diferença para que o valor real seja extraído. “A forma como a tecnologia é integrada ao trabalho faz toda a diferença”, pontua Fernanda.

Como o RH deve se preparar para o futuro?

É fundamental que líderes entendam o contexto tecnológico para garantir o engajamento e a competitividade. O preparo para a IA impacta diretamente a atração de talentos e a ética dentro das empresas.

A amostra do estudo é representativa da população e possui uma margem de erro de 3%. O Panorama do Trabalho no Brasil continuará analisando a relação entre profissionais e corporações no País.

O mercado de trabalho em 2026 exige uma adaptação contínua e foco em competências digitais.