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Rust-out nas empresas: 44% dos profissionais sentem falta de desafios no trabalho

Estudo revela que a subestimulação profissional compromete o engajamento e a retenção de talentos nas organizações brasileiras hoje

Atualizado em 11/05/2026 às 12:05, por Vanderlei Abreu.

Rust-out nas empresas

Pesquisa da Pluxee alerta para o risco de rust-out: 44% dos profissionais buscam mais desafios no trabalho. Saiba como evitar a estagnação.

O excesso de trabalho não é o único risco para as equipes atuais. A falta de estímulo também preocupa o RH.

Um levantamento recente da Pluxee revelou dados alarmantes sobre o mercado. Quase metade dos profissionais sente falta de desafios.

Esse fenômeno é conhecido globalmente como rust-out ou enferrujamento profissional. Ele ocorre quando o colaborador está subutilizado.

A pesquisa envolveu 615 profissionais brasileiros de diferentes setores. Embora 80% declarem satisfação, o engajamento corre riscos.

Cerca de 44% dos entrevistados afirmam que poderiam assumir tarefas desafiadoras. Eles possuem habilidades não aproveitadas atualmente.

Quais são os principais sintomas do enferrujamento profissional?

No rust-out, o colaborador continua entregando suas tarefas básicas. Entretanto, ele perde gradualmente o senso de evolução.

Diferente do burnout, o foco aqui é a subestimulação constante. O profissional permanece desconectado do seu próprio desenvolvimento. “A ausência de crescimento enfraquece o vínculo das pessoas”, afirma Fabiana Galetol, diretora executiva de Pessoas e Responsabilidade Social Corporativa na Pluxee Brasil.

Segundo a executiva, o bônus emocional do trabalho perde força sem o reconhecimento. “O profissional deixa de evoluir dentro da organização. Os indicadores de propósito ainda são considerados altos hoje. A média para o sentido no trabalho atinge 3,92 pontos.”

Como a falta de estímulo impacta a retenção de talentos?

Os números caem quando o assunto é o bem-estar emocional. A média de satisfação nesse quesito é de 3,49.

O reconhecimento justo aparece com um índice de apenas 3,26. Isso sinaliza uma falha na gestão de pessoas.

Cerca de 25% dos profissionais já buscam novas oportunidades. Eles pretendem mudar de emprego nos próximos meses.

Outros 21% relatam sentir desmotivação ou tédio com frequência. O alerta silencioso do rust-out está presente. “A satisfação traz estabilidade, mas não garante o engajamento real”, explica Fabiana. A executiva reforça a necessidade de desafios.

Qual o papel da liderança na prevenção do rust-out?

A acomodação dos talentos pode comprometer a inovação futura. Organizações pouco estimulantes perdem competitividade no longo prazo.

Um estudo anterior mostrou que 88% gostam de suas empresas. Contudo, apenas 29% permaneceriam nela por interesse contínuo.

O papel da liderança vai além de promover felicidade. É preciso criar ambientes com desafios saudáveis constantes.

O vínculo profissional hoje depende muito da reciprocidade organizacional. Oportunidades de crescimento são moedas de troca valiosas.

Entender esses sinais é vital para manter equipes produtivas. O RH deve agir antes que o talento se desconecte.