Sexta-feira, 10 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Gestão de equipes

Gestão de pessoas em hospitais apresenta cinco falhas críticas

Estudo aponta distanciamento entre discurso da liderança e práticas cotidianas dentro das instituições de saúde brasileiras

Gestão de pessoas em hospitais
Pesquisa aponta falhas na gestão de pessoas em hospitais e os riscos da falta de engajamento para os pacientes (imagem gerada por IA)

A gestão de pessoas em hospitais enfrenta desafios severos relacionados ao engajamento das equipes de saúde no País. Um levantamento recente da Gallup indica que apenas 20% dos trabalhadores mundiais se sentem conectados ao emprego.

O índice representa o menor nível de engajamento registrado desde o ano de 2020. Em ambientes críticos de saúde, a falta de motivação dos profissionais gera riscos operacionais diretos para os pacientes.

Qual é a diferença entre a cultura real e a cultura de parede?

As instituições de saúde brasileiras sofrem com o distanciamento entre o discurso institucional e as práticas diárias. O cenário demonstra uma divisão clara entre os conceitos de cultura real e cultura de parede no ambiente.

Caio Ianicelli Cruzeiro, head das consultorias Vitaryon e Ekantika Learning Lab, destaca que "a cultura de parede fica nos corredores, mas nem sempre se reflete no cotidiano. É urgente os líderes agirem como pregam".

Quais são as cinco disfunções mais comuns nas equipes de saúde?

O estudo fundamentado em metodologias de gestão aponta cinco falhas graves na gestão de pessoas em hospitais. A ausência de confiança e segurança psicológica faz profissionais esconderem erros operacionais por medo de punições severas.

Segundo Cruzeiro, o medo de conflitos gera uma harmonia artificial que mascara falhas assistenciais e a falta de comprometimento técnico. “A fragilidade na responsabilização e a falta de atenção aos resultados consolida a criação de silos corporativos isolados.”

Como os líderes hospitalares podem solucionar os problemas de cultura?

O head da Ekantika diz que os gestores precisam criar rituais claros para estabelecer a segurança psicológica necessária dentro das equipes de saúde. “É fundamental diferenciar o conflito saudável de ideias do confronto pessoal destrutivo nas rotinas de trabalho hospitalar.”

Segundo o executivo, a liderança deve clarificar expectativas comuns e fechar o ciclo de gestão com prazos e indicadores visíveis. “O alinhamento pelo objetivo comum fortalece as metas compartilhadas e reconhece o esforço de colaboração das áreas.”

Por que a transformação cultural não deve ser terceirizada para o RH?

Cordeiro afirma que a modificação profunda da cultura organizacional depende exclusivamente da atuação direta da alta administração de cada hospital. Na opinião do executivo, o setor de recursos humanos atua como suporte técnico, mas a liderança sênior é a verdadeira guardiã.

O head da Vitaryon e Ekantika Learning Lab conclui afirmando que “a alta liderança é a promotora e guardiã da cultura e o investimento em engajamento gera gestores mais conectados”.

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