A gestão de pessoas em hospitais enfrenta desafios severos relacionados ao engajamento das equipes de saúde no País. Um levantamento recente da Gallup indica que apenas 20% dos trabalhadores mundiais se sentem conectados ao emprego.
O índice representa o menor nível de engajamento registrado desde o ano de 2020. Em ambientes críticos de saúde, a falta de motivação dos profissionais gera riscos operacionais diretos para os pacientes.
Qual é a diferença entre a cultura real e a cultura de parede?
As instituições de saúde brasileiras sofrem com o distanciamento entre o discurso institucional e as práticas diárias. O cenário demonstra uma divisão clara entre os conceitos de cultura real e cultura de parede no ambiente.
Caio Ianicelli Cruzeiro, head das consultorias Vitaryon e Ekantika Learning Lab, destaca que "a cultura de parede fica nos corredores, mas nem sempre se reflete no cotidiano. É urgente os líderes agirem como pregam".
Quais são as cinco disfunções mais comuns nas equipes de saúde?
O estudo fundamentado em metodologias de gestão aponta cinco falhas graves na gestão de pessoas em hospitais. A ausência de confiança e segurança psicológica faz profissionais esconderem erros operacionais por medo de punições severas.
Segundo Cruzeiro, o medo de conflitos gera uma harmonia artificial que mascara falhas assistenciais e a falta de comprometimento técnico. “A fragilidade na responsabilização e a falta de atenção aos resultados consolida a criação de silos corporativos isolados.”
Como os líderes hospitalares podem solucionar os problemas de cultura?
O head da Ekantika diz que os gestores precisam criar rituais claros para estabelecer a segurança psicológica necessária dentro das equipes de saúde. “É fundamental diferenciar o conflito saudável de ideias do confronto pessoal destrutivo nas rotinas de trabalho hospitalar.”
Segundo o executivo, a liderança deve clarificar expectativas comuns e fechar o ciclo de gestão com prazos e indicadores visíveis. “O alinhamento pelo objetivo comum fortalece as metas compartilhadas e reconhece o esforço de colaboração das áreas.”
Por que a transformação cultural não deve ser terceirizada para o RH?
Cordeiro afirma que a modificação profunda da cultura organizacional depende exclusivamente da atuação direta da alta administração de cada hospital. Na opinião do executivo, o setor de recursos humanos atua como suporte técnico, mas a liderança sênior é a verdadeira guardiã.
O head da Vitaryon e Ekantika Learning Lab conclui afirmando que “a alta liderança é a promotora e guardiã da cultura e o investimento em engajamento gera gestores mais conectados”.



