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Automação e inteligência artificial

Como a IA engaja 80% dos colaboradores em treinamento e desenvolvimento

Estudo da EF Corporate Learning revela o impacto da inteligência artificial no aprendizado de idiomas e aponta desafios na alfabetização digital

IA no treinamento e desenvolvimento
Estudo mostra que a IA aumenta o engajamento em treinamentos corporativos, mas aponta necessidade de suporte às equipes (imagem gerada por inteligência artificial)

O avanço acelerado da tecnologia vem remodelando profundamente as estratégias de T&D nas empresas contemporâneas. Uma nova pesquisa global realizada pela EF Corporate Learning traz dados inéditos sobre esse movimento no mercado internacional. O levantamento analisa o impacto direto das novas ferramentas tecnológicas no aprendizado corporativo contínuo. A adoção de soluções digitais impulsiona a eficiência das equipes de forma expressiva e rápida.

A pesquisa ouviu cerca de 1,3 mil líderes e colaboradores em diversas regiões do mundo. A maioria dos respondentes atua em multinacionais de grande porte dos setores de tecnologia e manufatura. Os dados confirmam que a tecnologia amplia significativamente o treinamento e desenvolvimento de competências estratégicas.

O aprendizado de uma segunda língua destaca-se como uma das áreas mais beneficiadas por essas inovações corporativas. A capacidade de se comunicar em um mercado globalizado tornou-se um diferencial altamente competitivo para os negócios. Ferramentas inteligentes oferecem personalização contínua e acompanhamento prático em tempo real para os alunos. Essa dinâmica tecnológica transforma radicalmente a rotina de estudos dos colaboradores nas grandes organizações.

No entanto, os resultados do relatório apontam que o sucesso dessas iniciativas depende do preparo individual. O nível de confiança dos profissionais determina diretamente o grau de adesão às novas plataformas educacionais. Sem um suporte estruturado da gestão, o potencial da tecnologia pode ser subaproveitado no ambiente corporativo. A criação de um ambiente seguro é indispensável para garantir a consolidação da cultura organizacional.

Como a inteligência artificial transforma o treinamento e desenvolvimento corporativo?

Os dados apresentados no estudo demonstram ganhos expressivos no nível de motivação dos estudantes durante o processo. Cerca de 81% dos alunos afirmam que as novas ferramentas melhoraram seu engajamento. Além disso, 85% concordam que a tecnologia potencializa a eficácia no aprendizado de idiomas. O uso de algoritmos avançados dinamiza as sessões e acelera a absorção de conteúdos práticos.

A personalização do aprendizado surge como o principal fator de sucesso das plataformas baseadas em inovação digital. Os colaboradores recebem retornos imediatos sobre o seu desempenho em tempo real durante as atividades propostas. Essa agilidade na avaliação permite corrigir falhas rapidamente e manter o ritmo constante de estudo diário. A abordagem prática fortalece o desenvolvimento de pessoas em diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa.

Izabela Xavier, vice-presidente da EF na América Latina defende que as empresas que tratam o treinamento de idiomas como pilar estratégico e potencializado pela IA, operam em outro patamar de eficiência. "A tecnologia preenche lacunas históricas de aprendizado porque permite acompanhar a evolução com feedbacks em tempo real e objetivos. O resultado na ponta são equipes engajadas, processos inovadores e impacto financeiro sustentável para o negócio".

A integração da tecnologia nas rotinas educacionais elimina barreiras geográficas e operacionais nas corporações modernas. Profissionais de diferentes filiais conseguem acessar conteúdos padronizados e adaptados às suas necessidades específicas. A flexibilidade dos formatos digitais respeita a rotina de trabalho das equipes em ritmo acelerado. A consolidação dessa metodologia eleva a capacidade de resposta das empresas diante das demandas globais.

Qual é o papel da alfabetização em IA no engajamento dos colaboradores?

O relatório estabelece uma relação direta entre o domínio tecnológico e a vontade de participar de programas educacionais. Profissionais com alto conhecimento em tecnologia apresentam probabilidade quarenta e nove por cento maior de aderir aos treinamentos. O conceito de alfabetização em IA é mensurado pela frequência com que as ferramentas são utilizadas no cotidiano. A rotina diária de trabalho reflete o nível de familiaridade de cada funcionário.

O levantamento define como altamente alfabetizados aqueles trabalhadores que utilizam recursos inteligentes em mais da metade do tempo. Por outro lado, a baixa exposição caracteriza indivíduos que recorrem a essas soluções em menos de cinco por cento. Em média, os gestores utilizam essas ferramentas em trinta e dois por cento da jornada de trabalho. Os demais funcionários registram uma taxa de uso diário na casa dos 25% por cento.

A faixa etária entre 30 e 45 anos concentra o maior índice de adoção contínua. Essa parcela da força de trabalho demonstra maior facilidade para integrar inovações digitais em suas tarefas usuais. No entanto, a falta de familiaridade ainda impede que outros grupos aproveitem os benefícios dessas soluções tecnológicas. A liderança de RH precisa identificar essas disparidades para criar programas inclusivos e eficientes.

Garantir que todos os níveis operacionais desenvolvam competências digitais tornou-se uma prioridade indiscutível para os negócios. A segurança no manuseio das plataformas aumenta a autonomia do trabalhador durante a sua jornada de capacitação. Quando o funcionário compreende o funcionamento dos recursos, o aprendizado flui de maneira muito mais natural. Investir na formação básica de tecnologia fortalece o engajamento dos colaboradores nas iniciativas corporativas.

Existe um desalinhamento entre a percepção dos líderes e a rotina dos times?

Apesar do entusiasmo com a transformação digital, o levantamento expõe um descompasso considerável entre gestores e subordinados. Mais de cinquenta por cento dos profissionais relatam que gostariam de receber orientação prática para usar os sistemas. Contudo, apenas trinta e oito por cento afirmam que recebem o suporte necessário das suas respectivas organizações. Essa lacuna de comunicação prejudica o rendimento e a confiança no ambiente de trabalho.

Do outro lado, as lideranças mantêm uma visão consideravelmente mais otimista sobre o apoio oferecido internamente. Cerca de cinquenta e quatro por cento dos gestores acreditam fornecer a assistência ideal às suas equipes diariamente. Além disso, sessenta e quatro por cento sustentam que a empresa possui ações estruturadas de capacitação. Essa divergência de olhar sinaliza a necessidade de rever os canais de comunicação interna.

Izabela explica que "a inteligência artificial já está presente nas empresas, mas a alfabetização em IA ainda não. O que separa os profissionais que inovam daqueles que resistem é o conhecimento para utilizar a ferramenta com confiança. O maior risco para as organizações é a falsa percepção de que seus colaboradores já estão preparados".

O estudo revela também que a gestão costuma superestimar a rotina de automação dos seus times. Em média, os executivos acreditam que suas equipes utilizam recursos digitais em 32% do tempo. Na prática, a taxa real de utilização não ultrapassa os 25% dos quadros. Os líderes estimam ainda taxas de automação muito superiores à realidade vivenciada no cotidiano.

Como as empresas podem orientar e capacitar as equipes para a nova era digital?

Para superar os desafios apontados pela pesquisa, as organizações precisam investir na construção de uma cultura de aprendizado. O acesso simplificado às tecnologias deve vir acompanhado de mentoria constante e treinamentos práticos adaptados. Criar espaços seguros para testes e tirar dúvidas reduz drasticamente a resistência interna dos profissionais. A clareza nas diretrizes corporativas orienta o uso ético e eficiente das plataformas digitais.

A implementação de programas de acompanhamento contínuo ajuda a equalizar o nível de conhecimento entre os departamentos. A liderança precisa escutar ativamente as dificuldades enfrentadas pelos colaboradores na aplicação prática dos sistemas diários. O alinhamento de expectativas evita frustrações e garante que os investimentos em tecnologia gerem retornos reais. O acompanhamento humanizado fortalece a confiança mútua e estimula a busca por educação corporativa.

As iniciativas de T&D devem ser desenhadas para atender os diferentes perfis e níveis de maturação digital. Integrar suporte humanizado com recursos automatizados proporciona um ambiente de aprendizado equilibrado e altamente acolhedor. O colaborador sente-se valorizado quando percebe que a empresa investe no seu crescimento contínuo e sustentável. A combinação de empatia com inovação amplia a retenção de talentos no mercado competitivo.

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