ViaMobilidade e ViaQuatro efetivam jovens com deficiência intelectual
Modelo de emprego apoiado resulta em contratações antecipadas nas linhas de trilhos
A ViaMobilidade e a ViaQuatro celebraram a conclusão da primeira turma do Programa Emprego Apoiado, uma iniciativa realizada em parceria com o Instituto Jô Clemente (IJC). O programa capacitou 15 jovens com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Down para atuarem em áreas administrativas e de atendimento das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda. O diferencial desta metodologia é o suporte individualizado, que foca não apenas na entrada no mercado, mas na construção de uma trajetória profissional sustentável e adaptada às particularidades de cada indivíduo.
Como prova da eficácia do modelo, cinco participantes foram efetivados de forma antecipada ainda em 2025, antes mesmo do término do contrato de aprendizagem original. Esse resultado reforça que, quando há um mapeamento adequado de funções e análise ocupacional precisa, o potencial de entrega desses profissionais se equipara aos padrões exigidos pelas operações de transporte metropolitano. A formação prática aliada ao suporte contínuo permitiu que os jovens se integrassem plenamente às rotinas das estações e unidades administrativas, gerando valor imediato para as concessionárias.
A jornada de 16 meses, com 20 horas semanais, foi desenhada para garantir que a transição para o ambiente corporativo fosse gradual e tecnicamente assistida. Para Antonio Marcio Barros Silva, diretor das concessionárias, a parceria com o IJC foi essencial para viabilizar um modelo sólido que respeita as individualidades enquanto amplia o potencial produtivo. O foco do programa não é apenas o treinamento técnico, mas a criação de um ecossistema de acolhimento que permita ao colaborador neurodiverso desenvolver habilidades de autonomia e colaboração em equipes de alta rotatividade.
Como a personalização garante a retenção?
O sucesso da iniciativa reside no mapeamento rigoroso realizado antes do início das atividades, garantindo a compatibilidade entre o perfil do aprendiz e a função desempenhada. Diferente de modelos de inclusão genéricos, o emprego apoiado utiliza o acompanhamento técnico especializado como uma ponte para resolver conflitos e ajustar expectativas entre o gestor e o colaborador. Essa estratégia reduz drasticamente o turnover em programas de PcD, um desafio comum em 2026 para empresas que ainda não adaptaram suas lideranças para a diversidade cognitiva.
Ao longo do período de aprendizagem, os jovens participaram de ações de ambientação que envolveram tanto as equipes das estações quanto as lideranças corporativas. Esse processo de aculturamento mútuo é o que permite a sustentabilidade da vaga a longo prazo, transformando a presença do PcD em um elemento natural da cultura organizacional. Antonio Marcio destaca que o compromisso das empresas vai além da capacitação. “Oferecemos suporte contínuo para que esses jovens desenvolvam suas habilidades, se integrem às equipes e construam trajetórias profissionais consistentes dentro das nossas operações”.
A efetivação antecipada é o principal indicador de que o modelo de emprego apoiado funciona como uma ferramenta de formação e retenção de talentos em setores críticos. Em ambientes de operação logística e de transporte, onde a agilidade e a clareza na comunicação são vitais, a performance dos jovens capacitados pelo IJC comprovou que a deficiência intelectual não é uma barreira para a excelência. Pelo contrário, a diversidade de perfis nas áreas de atendimento ao cliente humaniza o serviço e fortalece a conexão das concessionárias com a pluralidade da sociedade paulistana.
Qual o impacto para a cultura organizacional?
O encerramento desta primeira turma marca um avanço na agenda de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) da Motiva e suas concessionárias. Ao investir em inclusão produtiva de grupos historicamente marginalizados, como pessoas com doenças raras e deficiência intelectual, as empresas geram um impacto positivo que transcende as métricas financeiras. Em 2026, a acessibilidade e a diversidade no ambiente de trabalho são vistas como componentes essenciais da reputação corporativa e da licença social para operar em grandes centros urbanos.
A parceria com organizações da sociedade civil, como o Instituto Jô Clemente, confere credibilidade e rigor técnico às ações de diversidade do RH. Essa união permite que as empresas foquem no seu core business enquanto especialistas cuidam da metodologia de inclusão, garantindo que o programa não seja apenas uma ação de marketing, mas uma política de RH resiliente. A tendência para o próximo ciclo é a expansão dessas turmas, consolidando o setor ferroviário como um dos principais hubs de empregabilidade inclusiva no estado de São Paulo.
Em última análise, o Programa Emprego Apoiado demonstra que a inclusão real exige investimento em suporte e tempo de maturação. O retorno vem em forma de talentos dedicados, equipes mais empáticas e processos mais inclusivos para todos os colaboradores. As concessionárias reafirmam, assim, seu compromisso com a construção de um ambiente de trabalho mais diverso e acessível, provando que a eficiência operacional e o impacto social podem e devem caminhar juntos na estratégia de Gente e Gestão.
Resumo do Programa:
| Detalhe | Informação |
|---|---|
| Parceiros | ViaMobilidade, ViaQuatro e Instituto Jô Clemente (IJC) |
| Público | PcD Intelectual, TEA, Down e Doenças Raras |
| Total de Jovens | 15 participantes (5 efetivados antecipadamente) |
| Escopo | Linhas 4, 5, 8 e 9 (SP) |
| Duração | 16 meses (20 horas semanais) |








