/apidata/imgcache/c6815b5c82db5d4cfbba55beb5dced63.webp?banner=header&when=1777564834&who=1

Santa Helena estrutura grupos de afinidade para diversidade

Indústria amplia governança de inclusão com comitê e encontros mensais

Atualizado em 20/02/2026 às 12:02, por Vanderlei Abreu.

Diversidade e inclusão na Santa Helena

A Santa Helena, empresa do setor de doces e snacks, consolidou sua jornada de diversidade, equidade e inclusão por meio do Programa Plural. A iniciativa estabeleceu grupos de afinidade que realizam encontros mensais focados em escuta ativa e diálogo entre os colaboradores. O objetivo da organização é estruturar um ambiente de trabalho que promova o pertencimento e a representatividade em todos os níveis hierárquicos.

A governança do projeto conta com o suporte da consultoria Tantti – Governança Consciente e as demandas levantadas nos grupos são encaminhadas ao Comitê de Diversidade da companhia. Este comitê reúne-se bimestralmente para avaliar e implementar as sugestões apresentadas pela base de funcionários. Atualmente, os grupos ativos abrangem o empoderamento feminino, a comunidade LGBTQIA+ e as pessoas com deficiência.

A companhia lançou em novembro do ano passado uma nova frente voltada para pessoas pretas, coincidindo com o mês da Consciência Negra. A estruturação desses grupos visa garantir que a cultura organizacional seja conectada com as diferentes realidades sociais presentes no país. O foco da diretoria está em transformar as discussões internas em ações práticas que fortaleçam o capital humano da empresa.

Qual o impacto na liderança feminina?

A presença de mulheres em cargos de gestão é um dos indicadores monitorados pela agenda de diversidade da Santa Helena. Atualmente, 34% dos cargos de liderança na organização são ocupados por profissionais do sexo feminino. Nos últimos três anos, a representatividade feminina nestas posições registrou um crescimento de 21%, indicando uma evolução na política de sucessão interna.

Além da liderança administrativa, a empresa registra que 50% das colaboradoras atuam em áreas tradicionalmente ocupadas por homens, como engenharia e produção. Um exemplo desse cenário é a atuação de Luci Jane Dias Araujo, gerente de produção, que lidera a unidade de produtos à base de amendoim. A profissional acumula mais de 15 anos de trajetória dentro da companhia, ocupando funções técnicas e de gestão.

Elaine Ribeiro, diretora de Gente e Cultura, afirma que a pluralidade do time permite que a empresa inove com mais agilidade e se conecte melhor com seus públicos. Segundo a executiva, os grupos de afinidade são parte fundamental na construção de uma cultura onde todos os indivíduos se sintam respeitados. A meta é consolidar a marca como um ambiente de trabalho inclusivo e focado no desenvolvimento humano.

Quais são os próximos passos da agenda?

A agenda de diversidade da Santa Helena integra-se à estratégia de employer branding da marca para os próximos anos. Como parte das ações de reconhecimento, a empresa organiza para o mês de novembro um evento voltado à homenagem de colaboradores com trajetórias longas na organização. A iniciativa busca reforçar o vínculo entre a companhia e seus talentos, valorizando a experiência acumulada.

A estruturação dos grupos de afinidade e o acompanhamento do comitê de diversidade buscam profissionalizar a gestão de DE&I. Para a organização, a inclusão não deve ser apenas uma iniciativa isolada, mas um pilar que sustente a sustentabilidade do negócio. A integração de diferentes perfis é vista como uma necessidade para enfrentar os desafios de um mercado consumidor cada vez mais atento às práticas corporativas.

A companhia continuará investindo na capacitação das lideranças para lidar com temas de equidade e respeito à diversidade. O acompanhamento externo por consultorias especializadas garante que os processos de inclusão sigam parâmetros de mercado e as melhores práticas de governança. O foco para o restante de 2026 é ampliar a representatividade em todas as frentes de negócio. "Acreditamos no poder das nossas diferenças e no quanto elas nos completam. Os grupos de afinidade são parte da construção de uma cultura mais plural, em que todos se sintam pertencentes e respeitados", conclui Elaine.