Acessibilidade digital: o novo desafio para o RH
Menos de 1% dos sites brasileiros são acessíveis, dificultando a inclusão de milhões de profissionais
A transformação digital avançou em passos largos nos últimos anos, mas a inclusão nem sempre acompanhou esse ritmo. Em plena era do 5G, menos de 1% dos sites brasileiros se preocupam com a acessibilidade digital. Esse dado alarmante revela um abismo tecnológico que compromete o atendimento e a integração de pessoas com deficiência.
A pesquisa conduzida pela BigDataCorp mostra que aplicativos e sistemas corporativos ainda falham em oferecer uma navegação justa. Para o RH, isso significa que ferramentas de recrutamento e treinamento podem estar excluindo talentos de forma silenciosa. Sem acessibilidade, o discurso de diversidade das empresas acaba esbarrando em barreiras técnicas intransponíveis.
Felizmente, novas soluções estão surgindo para criar ambientes mais igualitários e voltados às necessidades individuais. O foco agora é ampliar o acesso às inovações de forma que todos possam navegar com autonomia. Tecnologias assistivas integradas às plataformas de gestão são a chave para uma sociedade mais justa e produtiva.
Por que a acessibilidade digital é urgente no Brasil?
A população com deficiência no Brasil é estimada em 18,6 milhões de pessoas, segundo dados da PNAD 2022. Isso representa cerca de 8,9% da população com dois anos ou mais de idade no país. Ignorar essa parcela da sociedade em ambientes digitais é um erro estratégico e humano para qualquer organização.
Dados do IBGE também apontam que mais de 10 milhões de cidadãos brasileiros apresentam algum grau de deficiência auditiva. Desses, cerca de 2,7 milhões possuem surdez profunda e dependem de tecnologias de tradução ou legendas. Tornar sites e aplicativos acessíveis é fundamental para garantir que essas pessoas tenham acesso igualitário à informação e ao trabalho.
Leandro Scalabrin, fundador da SWA, enfatiza que as empresas não podem mais ficar paradas diante dessa realidade. Ele defende que a acessibilidade é essencial para que a jornada do cidadão seja fluida e segura. Eliminar barreiras digitais é um passo obrigatório para quem deseja promover uma responsabilidade social verdadeira e eficaz.
Como a plataforma JACAD promove a inclusão?
Um exemplo prático de evolução é a plataforma JACAD, voltada para a gestão educacional e treinamentos corporativos. A ferramenta passou por melhorias robustas para oferecer opções de personalização que atendem diferentes condições de acesso. Agora, alunos e colaboradores podem adaptar a interface de acordo com suas necessidades específicas de navegação.
O sistema permite ajustes especiais para pessoas com TDAH, idosos e usuários com baixa visão. É possível aumentar o tamanho das fontes ou simplificar o layout para diminuir a sobrecarga cognitiva. Essas funções garantem que o usuário mantenha o foco e consiga realizar suas tarefas sem distrações visuais desnecessárias.
Para deficientes visuais e auditivos, a plataforma oferece leitores de tela e legendas automáticas em tempo real. Além disso, a integração de teclados virtuais facilita o uso para quem possui dificuldades motoras ou prefere navegar sem o mouse. Cada detalhe foi pensado para proporcionar uma experiência confortável, segura e totalmente adaptada às preferências de cada perfil. "Ao acessar a plataforma, os usuários podem adaptá-la para pessoas surdas, idosos, pessoas com TDAH e baixa visão. Tornamos o sistema mais robusto e único", afirma Scalabrin.
Qual o impacto da tecnologia acessível no RH?
A ferramenta JACAD não atende apenas o setor acadêmico, mas tem se tornado uma aliada poderosa para os departamentos de RH. Ela apoia colaboradores com deficiência em treinamentos internos, processos de capacitação e atualizações de políticas. Isso garante que todos os membros da equipe se desenvolvam em igualdade de condições dentro da empresa.
Quando o RH utiliza uma ferramenta acessível, ele transforma toda a jornada do colaborador em uma experiência inclusiva. As instituições passam a ter um ambiente de trabalho mais acolhedor, que valoriza cada indivíduo em sua singularidade. A tecnologia deixa de ser um obstáculo e passa a ser o motor que impulsiona o crescimento de todos.
Scalabrin destaca que, embora a Lei da Inclusão de 2015 já obrigue a acessibilidade, ainda há muito o que avançar. Seguir as diretrizes do WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) é uma demonstração de empatia e responsabilidade. Ao abrir as portas do ensino e do trabalho para todos, as empresas constroem uma sociedade verdadeiramente universal e justa. “Quando o RH utiliza uma ferramenta acessível, não é apenas a tecnologia que fica inclusiva, mas toda a jornada do colaborador. Valorizamos cada pessoa em sua individualidade”, conclui Scalabrin.








