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Equidade salarial

Auge salarial no Brasil ocorre entre 46 e 55 anos, aponta estudo

Levantamento com quase 1 milhão de profissionais revela médias de remuneração, disparidade de gênero e o avanço da inteligência de dados na gestão de pessoas

auge salarial no Brasil
Pesquisa Salarial e de Gestão de Remuneração da Senior aponta auge salarial entre 46 e 55 anos

Um amplo levantamento realizado com quase 1 milhão de pessoas em todo o Brasil revelou dados decisivos sobre a evolução dos ganhos profissionais. A pesquisa comprova que a busca por equidade e os desafios para contratar profissionais qualificados transformaram a gestão de remuneração em um pilar estratégico para as empresas. A análise foi desenvolvida pela Senior Sistemas com base em informações integradas diretamente de folhas de pagamento em mais de oitenta atividades econômicas.

O estudo revela que o auge salarial do trabalhador brasileiro acontece entre os 46 e 55 anos, quando a média atinge 5.512 reais mensais. Por outro lado, os profissionais de até 25 anos registram o maior ritmo de crescimento nos vencimentos, com um reajuste médio anual de 10,6%. O salário médio nacional alcançou quatro mil setecentos e quatro reais, representando uma alta de 8,3% no período.

Como a idade e as regiões impactam os salários no País?

O acúmulo de bagagem técnica e a ocupação de posições de liderança justificam a concentração dos maiores salários entre os profissionais mais experientes do mercado de trabalho. Em contrapartida, a alta velocidade de reajuste entre os jovens responde à forte competição corporativa para atrair e engajar novos talentos no início da carreira. Essa dinâmica exige que a liderança de RH acompanhe de perto os ciclos de evolução das tabelas salariais internas para manter a competitividade.

Além do fator etário, o levantamento expõe marcantes diferenças regionais de remuneração paga pelas corporações brasileiras em todo o território nacional. A Região Sudeste lidera o ranking com a maior média salarial do País, alcançando 5.535 reais por mês. Na outra ponta, a Região Nordeste registra a menor média nacional, fixada em 3.539 reais, exigindo estratégias regionais adaptadas.

De que forma a disparidade de gênero desafia a igualdade salarial?

A pesquisa detalhou também a distância que ainda persiste entre os vencimentos de homens e mulheres no ecossistema corporativo. Na amostragem avaliada, o salário médio masculino chegou a 5.044 reais, enquanto o feminino registrou 4.319 reais. Essa diferença média de 16,8% varia regionalmente, atingindo seu menor patamar no Nordeste e o maior índice na Região Sul.

Esse cenário ganha urgência com as diretrizes da Lei 14.611/2023, que exige transparência salarial e combate direto às desigualdades de gênero. As corporações precisam adotar medidas efetivas para garantir a equidade salarial e eliminar distorções históricas em suas tabelas de cargos. O uso de dados confiáveis torna-se fundamental para fundamentar políticas mais justas e alinhadas às exigências legais e sociais.

Por que a gestão de remuneração baseada em dados é vital para a retenção?

A definição de estruturas salariais deixou de ser uma rotina puramente administrativa e assumiu papel central na retenção de talentos. A utilização de plataformas inteligentes integradas às folhas de pagamento permite analisar o mercado em tempo real e estruturar políticas competitivas. Quando a empresa apoia suas decisões em indicadores precisos, reduz a subjetividade e fortalece a confiança dos colaboradores na cultura organizacional.

Para Jessica Ariane Bartosewiz, gerente-executiva de HCM na Senior. “a remuneração deixou de ser apenas uma questão administrativa para se tornar um fator estratégico na atração, retenção e desenvolvimento de talentos. Quando as empresas utilizam dados confiáveis para orientar suas decisões, conseguem construir políticas mais justas, transparentes e competitivas, fortalecendo tanto a experiência do colaborador quanto os resultados do negócio”. 

Como a tecnologia previne o turnover e melhora o recrutamento?

Estudos do setor indicam que praticar salários abaixo da média de mercado aumenta em até três vezes e meia a dificuldade das companhias para contratar especialistas. Por outro lado, implementar uma política salarial estruturada com base em dados de mercado pode reduzir o turnover em até quarenta e dois por cento. A inteligência de dados atua diretamente no fortalecimento da marca empregadora diante do mercado altamente concorrido.

Na opinião de Jessica, soluções modernas de HCM aceleram a aprovação de propostas e facilitam o reconhecimento profissional por meio de fluxos 100% digitais. “Essa eficiência melhora diretamente a experiência do colaborador e traz segurança para as tomadas de decisão na gestão de pessoas. Organizações dos setores de Indústria, Varejo, Logística e Agronegócio consolidam sua sustentabilidade financeira ao unirem tecnologia e valorização humana nas equipes”, finaliza.

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