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Trabalho Temporário atinge 2,5 milhões de contratos

Mercado registrou crescimento de 4,5% em 2025

Atualizado em 03/03/2026 às 11:03, por Vanderlei Abreu.

Mercado de Trabalho Temporário 2025

O mercado de Trabalho Temporário encerrou o ciclo de 2025 com resultados que reafirmam sua relevância para a economia nacional. Segundo dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), o setor registrou um crescimento real de 4,5% em comparação ao ano anterior, totalizando mais de 2,5 milhões de contratos firmados. Esse volume de contratações permitiu que as empresas respondessem com agilidade às demandas transitórias, ao mesmo tempo que ampliou o acesso de profissionais ao mercado formal de trabalho.

A tendência de alta foi confirmada pelo desempenho do quarto trimestre, que contabilizou 522 mil contratos entre outubro e dezembro. O incremento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024 foi impulsionado pelas demandas sazonais típicas do fim de ano, como o aumento do consumo e o fortalecimento das cadeias logísticas. O regime jurídico tem sido utilizado como uma ferramenta estratégica de gestão de mão de obra para mitigar as oscilações econômicas e garantir a continuidade operacional.

Alexandre Leite Lopes, presidente da ASSERTTEM, explica que o movimento no último trimestre refletiu as transformações nos hábitos de consumo. Conforme pontua o executivo, “o movimento foi impulsionado, principalmente, pelas demandas típicas do fim do ano, como o aumento do consumo, a logística associada ao comércio eletrônico, turismo e as datas sazonais”. A flexibilidade do modelo permite que as organizações ajustem suas estruturas de acordo com a previsibilidade da demanda.

Quais setores e desafios marcaram o período?

O comércio eletrônico, abrangendo as áreas de Logística, Distribuição e E-commerce, foi o principal motor das contratações temporárias ao longo de 2025. O setor segue em expansão acelerada, impulsionado pela digitalização e pela busca por entregas cada vez mais ágeis. Além do ambiente digital, as grandes redes de varejo, a agroindústria e o setor de turismo mantiveram ritmos consistentes de contratação, demonstrando o amadurecimento das empresas no uso estratégico deste regime jurídico.

No entanto, o setor enfrentou desafios significativos relacionados à escassez de talentos. O baixo nível de desemprego registrado no país dificultou o preenchimento de vagas, especialmente em funções operacionais que exigem rápida mobilização. Para superar este obstáculo, as agências de Trabalho Temporário utilizaram sua expertise técnica para realizar processos seletivos mais precisos, garantindo que os perfis contratados estivessem alinhados às necessidades específicas e transitórias dos clientes.

Lopes destaca que, apesar da dificuldade em encontrar profissionais, o papel das agências de recrutamento foi fundamental para manter a produtividade das empresas. “Assim como ocorre em outros regimes de trabalho, o baixo nível de desemprego dificulta a contratação, especialmente para funções operacionais. Ainda assim, as agências possuem expertise e experiência para auxiliar seus clientes a encontrar os profissionais mais adequados”, esclarece o presidente da ASSERTTEM.

Como a taxa de efetivação impacta o RH?

Um dos indicadores mais robustos do relatório de 2025 é a taxa média de efetivação, que se manteve em aproximadamente 20% ao término dos contratos. Esse percentual resultou na conversão de cerca de 500 mil trabalhadores temporários em colaboradores fixos das organizações. Esse dado reforça que o trabalho temporário funciona, na prática, como uma porta de entrada qualificada para o emprego formal, permitindo que a empresa avalie o desempenho técnico e cultural do profissional antes da contratação definitiva.

O desempenho individual permanece como o fator decisivo para a conquista do vínculo permanente. As organizações têm utilizado o período de contrato temporário para identificar talentos que demonstrem comprometimento, agilidade e capacidade de aprendizado. Ao converter 20% de sua força de trabalho temporária, o RH reduz custos de recrutamento e treinamento, uma vez que o profissional já está integrado aos processos e à cultura da companhia.

Para a liderança da ASSERTTEM, o resultado de 2025 valida a eficácia do regime como instrumento de mobilidade profissional. “Isso reforça o papel do Trabalho Temporário como acesso ou retorno dos profissionais ao mercado formal. Aqueles que demonstram engajamento, dedicação e vontade de aprender sempre terão chances reais de efetivação”, conclui Alexandre Leite Lopes. Em 2026, a expectativa é que o modelo continue a ser um pilar central para a resiliência operacional das empresas brasileiras.