O Festival do Trabalho - FESTRA no CONARH 2026 registrou cerca de seis mil visitas durante seus três dias de realização em São Paulo. A primeira edição do evento nasceu para discutir transformações culturais e tecnológicas nas organizações contemporâneas. O público acompanhou debates profundos sobre inteligência artificial, novas carreiras e competências essenciais para os profissionais do futuro. O número de participantes consolida a estreia da iniciativa em patamar comparável aos maiores eventos da área.
Criado pela ABRH Brasil, o projeto foi concebido para expandir as discussões sobre o mercado corporativo para além dos três dias presenciais. A proposta busca consolidar uma comunidade permanente focada em conexões, conteúdos inovadores e experiências práticas. Especialistas e líderes de grandes marcas como McAfee, Meta e Rock World integraram os painéis do evento. Os participantes puderam vivenciar metodologias ativas que aproximam tecnologia, gestão e desenvolvimento humano.
A curadoria do festival desenhou espaços colaborativos que incentivam a troca de conhecimento prático entre os profissionais presentes. A estrutura contou com ambientes dinâmicos planejados para transformar teoria em aprendizado aplicável às rotinas corporativas. As atividades destacaram a relevância da empatia e da colaboração nas estratégias modernas de gestão de pessoas. A iniciativa abre novos caminhos para a evolução contínua da cultura de aprendizagem nas empresas.
Como a metodologia dos Labs estimulou a aprendizagem prática?
Os chamados Labs representaram uma das principais inovações de aprendizado interativo apresentadas durante a feira de negócios. O público foi convidado a aplicar conhecimentos práticos sobre inteligência artificial dedicada à área de recursos humanos. As parcerias estratégicas com organizações como WallJobs e LinkedIn Brasil garantiram oficinas focadas em demandas reais do mercado. Os quatro workshops simultâneos abordaram temas urgentes como saúde mental, cultura organizacional e norma regulamentadora.
O formato participativo permitiu que os congressistas deixassem a postura de meros espectadores durante as apresentações. As discussões integraram tecnologia e bem-estar de maneira conectada com os desafios diários dos gestores de equipes. As salas cheias comprovaram o interesse crescente por treinamentos práticos dentro dos grandes eventos do setor. A troca de experiências diretas fortaleceu o aprendizado coletivo entre os profissionais nos laboratórios.
O conceito do evento priorizou o pertencimento como estratégia de projeto desenhada intencionalmente para gerar alto engajamento. “Pertencimento não é efeito colateral de uma boa experiência, é estratégia de projeto”, explica Hóttmar Loch, líder do FESTRA e de Inovação e Design de Experiências do CONARH. “Quando desenhamos espaços interativos, criamos as condições para que as pessoas passem a se reconhecer como parte”, complementa o especialista. Essa abordagem metodológica transformou a interação da audiência durante a programação.
Qual o papel da inteligência humana diante do avanço tecnológico?
O Palco Insights reuniu especialistas de diversas frentes para abordar a convergência entre tecnologia e criatividade humana. Representantes da Voicers, Rock World e Meta debateram sobre liderança, comunidades digitais e novos modelos de gestão. As palestras mostraram como a inteligência artificial expande a capacidade operacional, mas exige interpretação crítica do profissional. O repertório individual e o julgamento tornaram-se diferenciais estratégicos nas organizações em transformação.
A automação acelera a produção de ideias e dados, deslocando o foco para a autenticidade das conexões interpessoais. “A IA entrega o bom, mas o ótimo exige autenticidade”, analisa Loch. Na visão do gestor, competências como julgamento e interação humana ganham ainda mais relevância nas empresas. As organizações precisam criar ambientes favoráveis para que essas competências sociais se desenvolvam plenamente.
A visão do festival alinha-se diretamente ao tema central defendido pela diretoria da entidade promotora do congresso. "O futuro do trabalho não será construído apenas pela tecnologia", pondera Leyla Nascimento, presidente da ABRH Brasil. “Ele depende da forma como desenvolvemos pessoas e fortalecemos lideranças para gerar resultados sustentáveis”, afirma a dirigente.
Quais são os próximos passos da iniciativa além do evento presencial?
O nascimento da marca indica uma expansão planejada para atuar ativamente ao longo de todo o ano. A proposta envolve a construção de uma plataforma de conteúdos, conexões e oportunidades para a comunidade corporativa. As ações pós-evento pretendem manter o debate aquecido sobre as contínuas mudanças no mundo do trabalho. O fortalecimento de redes colaborativas garante a continuidade do aprendizado iniciado na feira de negócios.
Os idealizadores acreditam que o grande desafio atual das empresas é criar espaços de aprendizado intencional. A construção do pertencimento exige ambientes abertos onde todos possam colaborar e construir soluções inovadoras juntos. O público presente aprovou o novo formato e aguarda o desdobramento das ações nos próximos meses. O ecossistema do setor ganha uma nova referência para acompanhar as transformações no ambiente corporativo.
O evento mostrou que a tecnologia deve servir ao desenvolvimento e à emancipação das competências humanas. À medida que as ferramentas avançam, a capacidade de gerar conexões genuínas torna-se indispensável no mercado. O festival encerra sua estreia deixando provocações relevantes para líderes, gestores de RH e empresas em geral. O futuro do trabalho continuará sendo desenhado pela união entre inovação tecnológica e empatia nas relações.




