Para acompanhar o ritmo acelerado do mercado corporativo, o futuro da liderança corporativa exige muito mais do que a simples adoção de novas tecnologias. A verdadeira revolução acontece quando a inteligência artificial é utilizada para potencializar o julgamento crítico, a criatividade e a confiança das equipes humanas. Pioneiro nessa jornada, o iFood consolidou sua atuação na vanguarda tecnológica ao se tornar a primeira empresa no Brasil a firmar parceria com a OpenAI, desenvolvendo hoje ferramentas proprietárias de IA que apoiam decisões estratégicas em toda a organização.
Desenvolver talentos internos e investir continuamente na formação de jovens profissionais é o pilar que sustenta esse crescimento acelerado. Ao longo de 15 anos de trajetória no País, a companhia estruturou um modelo de gestão caracterizado pelo pensamento em ecossistema e pela atuação em ambidestria, equilibrando a eficiência operacional do presente com a inovação do amanhã. "Construímos uma cultura extremamente forte e adaptável, na qual a tecnologia serve para liberar o potencial criativo de mais de oito mil colaboradores", destaca Raphael Bozza, CHRO do iFood.
No vídeo, Raphael Bozza conta como fez sua transição de carreira para o cargo de CHRO no iFood.
Como marco dessa consolidação, um dos grandes destaques do evento foi o anúncio do livro "Código Aberto: O Jeito iFood de Trabalhar", com lançamento previsto para novembro. A obra reúne os princípios, acertos e aprendizados acumulados pela empresa, funcionando como um guia prático para organizações que buscam evoluir suas dinâmicas de gestão. "Decidimos colocar tudo no papel para oferecer ideias aplicáveis aos líderes que também estão desenhando o amanhã das suas organizações", revela Bozza.
De que maneira o pensamento em ecossistema gera valor sustentável para empresas e colaboradores?

participaram de painel de debates mediado por Raphael Bozza, CHRO do iFood
A construção de parcerias estratégicas dentro de um ecossistema integrado provou ser um diferencial competitivo capaz de transformar a experiência do consumidor e gerar valor para todos os envolvidos. Um exemplo emblemático dessa sinergia é a colaboração entre iFood e Decolar, que permite ao usuário acumular pontos nas refeições diárias e trocá-los por experiências de viagem. "Essa integração representa hoje 25% das vendas da nossa plataforma, demonstrando a força de conectar conveniência diária a desejos de longo prazo", revela Rafaela Rezende, CEO da Decolar no Brasil.
Para as empresas que oferecem benefícios corporativos, pertencer a um ecossistema robusto significa ir muito além da entrega de um cartão de alimentação tradicional. Os colaboradores que utilizam o vale-refeição e alimentação desfrutam das vantagens do Clube iFood, usufruindo de pacotes de benefícios combinados entre diversas marcas. "O pensamento em ecossistema permite fechar acordos ganha-ganha, em que a plataforma se retroalimenta continuamente e entrega valor real para empresas, estabelecimentos e trabalhadores", ressalta Diego Barreto, CEO do iFood.
Essa capacidade de articular parcerias externas reflete diretamente a cultura interna da organização, pautada por estruturas pouco hierárquicas e pela proximidade entre lideranças e equipes. Criar ambientes nos quais todos os colaboradores têm acesso livre para questionar e propor soluções acelera o ritmo de aprendizado e inovação. "Mantemos uma alta tolerância a pequenos erros operacionais porque entendemos que eles são insumos valiosos para corrigirmos rotas com agilidade", reforça Barreto.
Como a inteligência artificial ajuda a escalar o atendimento de PMEs e reduzir o turnover corporativo?
Um dos maiores desafios do mercado B2B é atender com personalização e agilidade a imensa demanda dos pequenos e médios empreendimentos espalhados pelo País. Para vencer essa barreira, o iFood Benefícios desenvolveu agentes virtuais inteligentes capazes de analisar necessidades específicas e fechar propostas comerciais sob medida. "Criamos um assistente de IA dedicado a simplificar processos e viabilizar soluções acessíveis para os pequenos empreendedores", explica Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios.
Longe de ser apenas uma promessa conceitual, a inteligência artificial já faz parte da rotina diária da operação de benefícios corporativos. Atualmente, cerca de 40% das recargas mensais de benefícios são processadas de forma 100% automatizada por mais de oito mil agentes de IA ativos na plataforma. Essa automação intensiva desonera os times de RH de rotinas burocráticas e operacionais, permitindo que os profissionais fiquem livres para focar no cuidado com as pessoas e na estratégia do negócio.
Os resultados práticos dessa abordagem ganham escala impressionante: com mais de 65 mil empresas clientes, incluindo marcas como XP, Petlove, Riachuelo, B3 e Ambev, a plataforma alcançou 1,5 milhão de usuários ativos e R$ 1,1 bilhão transacionados por mês. Além do crescimento financeiro de 82% em um ano, o uso inteligente de dados preditivos tem ajudado as empresas parceiras a manterem um turnover médio de apenas 18%, contra a média de 25% registrada pelo mercado geral.
Quais são as mentalidades e habilidades essenciais do novo sistema operacional da liderança?
Diante da aceleração tecnológica, o futurista Jacob Morgan apresentou no evento o conceito de Sistema Operacional da Liderança, estruturado em quatro mentalidades fundamentais para os executivos modernos: explorador, sintetizador, servidor e potencializador. O líder explorador é aquele que mantém a curiosidade acesa, faz experimentos e aprende rápido com os erros. Já o sintetizador conecta padrões e antecipa tendências, enquanto o líder servidor se dedica a apoiar sua equipe, clientes e a si mesmo, e o potencializador desenvolve a empatia e a alta performance dos liderados.
Inspirado pelo conceito japonês Jidoka — que prega a automação combinada com o toque humano —, Morgan ressaltou que as máquinas devem cuidar dos processos para que os líderes desenvolvam quatro habilidades humanas indispensáveis: futurista, coach, decodificador e articulador de perguntas. O executivo do futuro precisa atuar como futurista para prever cenários, coach para preparar pessoas, decodificador para transformar dados em fatos e articulador de perguntas instigantes. "A liderança do amanhã não é sobre ter todas as respostas, mas sobre saber fazer as perguntas certas que provocam a evolução do time", sintetiza Morgan.
Essa evolução comportamental demonstra que a transformação digital não acontece por decreto nem se resolve apenas com a compra de softwares modernos. A tecnologia pode ser adquirida da noite para o dia, mas a mentalidade de inovação e a maturidade das relações humanas exigem consistência e intenção ao longo do tempo. "Cultura não é um ativo comercial que se compra na prateleira; ela é construída e cultivada dia a dia por meio das nossas atitudes", enfatiza Rafaela Rezende, CEO da Decolar no Brasil.
Qual é o papel da empatia e das conexões humanas no futuro do mercado de trabalho?
A habilidade de gerir conflitos de forma produtiva e acolhedora emergiu como um dos pilares mais críticos para garantir a coesão das equipes em momentos de mudança estrutural. Criar espaços seguros para divergências saudáveis e incentivar o protagonismo das lideranças femininas fortalece a resiliência corporativa e estimula a inovação. "Saber transformar desacordos em conversas construtivas é a competência que separa organizações que evoluem juntas daquelas que se fragmentam no caminho", afirma Amy Gallo, autora e especialista da Harvard Business Review.
O evento Impulso 2026 consolidou-se como um ponto de encontro de extrema relevância para a comunidade de gestão de pessoas do país, reunindo executivos de grandes corporações nacionais e multinacionais. Entre os líderes presentes que abrilhantaram os debates, estiveram Ricardo Basaglia (CEO da Michael Page), Rodrigo Souto (diretor de RH da IBM), Monique Evelle (empresária e Shark no Shark Tank Brasil), Cristiane Dantas (diretora de Gente e Cultura na Cultura Inglesa), Tatiane Rocha (gerente de Total Rewards na Panasonic), Leandro Rubio (fundador e CEO da Starbem), Renato Rovina (diretor de RH do banco BNP Paribas), entre vários outros executivos de Recursos Humanos.
A troca de experiências entre esses grandes nomes comprovou que as conversas mais estratégicas sobre o futuro da liderança corporativa precisam ser acessíveis e orientadas a resultados concretos. Unindo a robustez dos dados preditivos à sensibilidade do olhar humano, o iFood Benefícios reafirma seu papel de parceiro estratégico das empresas. A transformação do trabalho já está acontecendo, e o futuro pertence às organizações que decidem liderar essa mudança hoje.


