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Tendências para RH

Estudo revela que 60% dos profissionais de RH migrariam de carreira

Mapa do RH & DP 2026 da Sólides aponta sobrecarga, falta de plano de carreira e resistência da liderança à tecnologia

profissionais de RH estressados
Estudo da Sólides revela que 60% dos profissionais de RH migrariam de carreira diante da sobrecarga e da falta de plano de carreira.

A área de Recursos Humanos enfrenta uma crise severa na retenção dos seus próprios especialistas corporativos. Dados do Mapa do RH & DP 2026, estudo realizado pela Sólides em parceria com a Offerwise com 401 profissionais revela um cenário de alta insatisfação na área. Cerca de 60% dos profissionais de RH migrariam de carreira se tivessem essa oportunidade. Além disso, 24% fariam essa transição motivados exclusivamente pela busca por remuneração superior.

A insatisfação interna dos times vai muito além das questões financeiras imediatas. O levantamento mostra que 41% consideram pedir demissão em busca de melhores salários e benefícios. Outros 38% apontam o excesso de trabalho acompanhado de metas inalcançáveis no cotidiano. Já a ausência de plano de carreira e crescimento desmotiva 35% dos colaboradores entrevistados. Essa realidade compromete a retenção de talentos dentro do próprio ecossistema de gestão corporativa.

O diagnóstico revela um descompasso claro entre o discurso estratégico e a prática diária. “O RH avançou muito na conversa estratégica dentro das organizações”, analisa Ale Garcia, co-CEO e cofundador da Sólides, ressaltando a distância entre expectativa e realidade. “Ainda existe um gap real entre o que as empresas anunciam e o que os profissionais vivem”, complementa. Para o executivo, fechar essa lacuna exige escolher investimentos prioritários e consistentes.

Por que a liderança ainda resiste à digitalização do RH e DP?

O avanço da infraestrutura digital ainda esbarra em fortes entraves culturais nas companhias. Atualmente, 93% das organizações utilizam softwares de RH e Departamento Pessoal. Contudo, apenas 43% operam sistemas digitais na maior parte das suas rotinas internas. A principal barreira para a contratação ou troca não é a falta de orçamento. A ausência de aprovação das lideranças trava 52% dos projetos de modernização tecnológica.

Essa postura conservadora da alta gestão desacelera a produtividade das pequenas e médias empresas. “A resistência à tecnologia reside mais frequentemente em quem decide do que em quem executa”, adverte Garcia. O co-CEO da Sólides destaca que demonstrar eficiência prática gera resultados mais efetivos. Apresentar ganhos de produtividade e redução de erros supera listas técnicas de funcionalidades desconectadas. Dessa forma, a transformação digital ganha relevância real junto à diretoria corporativa.

Como a inteligência artificial pode proteger a saúde mental das equipes?

A aplicação de ferramentas inteligentes deixou a fase experimental para integrar a rotina corporativa. O uso de recursos com inteligência artificial saltou para 76% neste ano. Além disso, 72% dos trabalhadores avaliam positivamente os impactos gerados por esses algoritmos. A tecnologia apoia treinamentos, triagem de currículos, gestão comportamental e arquivos documentais. Porém, receios sobre a LGPD e eventuais erros decisórios ainda limitam a sua escalabilidade.

A automação de processos burocráticos devolve tempo precioso para o cuidado genuíno com as pessoas. “Quando a tecnologia assume o operacional, o time ganha tempo para olhar para as pessoas”, enfatiza Garcia. O executivo pontua que a nova NR-1 tornou a saúde mental no trabalho um tema obrigatório. Segundo o cofundador da Sólides, o cuidado psicológico precisa ser estruturado formalmente como processo contínuo. Assim, a modernização da gestão de pessoas protege os times e garante sustentabilidade aos negócios.

Estudo revela que 60% dos profissionais de RH migrariam de carreira
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