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Legislação trabalhista

Decisão do TST evita perda de recursos trabalhistas por erro técnico nas empresas

Entendimento recente do Tribunal Superior do Trabalho autoriza o pagamento de custas e depósitos recursais por terceiros, garantindo a segurança jurídica corporativa

Decisão do TST sobre Recursos Trabalhistas
TST decide que custas e depósito recursal podem ser pagos por terceiros. Veja como a medida traz segurança jurídica para as empresas. (imagem gerada por inteligência artificial)

Uma recente decisão do TST sobre recursos trabalhistas trouxe um alívio fundamental para a gestão jurídica e financeira das organizações no Brasil. O Tribunal Superior do Trabalho definiu que o pagamento das custas processuais e do depósito recursal pode ser realizado por terceiros, como escritórios de advocacia, sem gerar o indeferimento do recurso por razões meramente burocráticas.

A consolidação dessa jurisprudência ocorreu a partir de um processo envolvendo uma grande montadora de veículos, garantindo a análise do mérito quando as obrigações financeiras forem cumpridas corretamente no prazo legal. “O Tribunal deixou claro que não faz sentido barrar um recurso quando todas as exigências legais foram cumpridas. O foco deve estar no pagamento correto e dentro do prazo, e não em quem fez o recolhimento”, afirma Priscila de Figueiredo, advogada trabalhista da Weiss Advocacia.

Como a nova decisão do TST sobre depósitos por terceiros traz mais segurança jurídica para as empresas?

Na prática corporativa, o depósito recursal atua como garantia indispensável para que o empregador possa contestar as decisões proferidas na Justiça do Trabalho. Embora o novo entendimento represente uma importante desburocratização dos processos judiciais, o departamento de Recursos Humanos e a equipe jurídica precisam manter atenção redobrada quanto aos detalhes operacionais das guias.

A correta comprovação documental e a quitação integral dentro dos prazos regulamentares continuam sendo exigências rigorosas que não admitem falhas administrativas nas companhias. “Mesmo com essa flexibilização, é essencial que tudo seja feito corretamente, com o valor integral, dentro do prazo e com a comprovação adequada no processo”, alerta Priscila.

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